'HOTEL SILÊNCIO' (AUDUR AVA ÓLAFSDÓTTIR)
Hotel Silêncio 1.Nova leitura de ficção - Hotel Silêncio (Quetzal, 2019), de Audur Ava Ólafsdóttir - e, uma vez mais (como, ainda muito recentemente, com Serotonina ), um narrador-protagonista, realizando a sua auto-biografia. Voz masculina principal, uma pequena epopeia sobre a nossa (humana) condição ferida, com o amor (neste caso, amor/bondade) como resgate. Mas, efetivamente, andam completamente à deriva os personagens. A pereambulação de Jonas é, de resto, também um à procura de si, num desencontro em permanência, seja com um corpo que é estranho ao (próprio protagonista) - "tenho um corpo (?), sou um corpo (?)" -, seja com o idêntico, ou o diferente, em outra(a) idade(s). Hotel Silêncio constitui-se, pois, entre outras, como uma reflexão acerca da identidade (pessoal). 2.Tal como em Ordesa [ Em tudo havia beleza ], de Manuel Villas , os capítulos, em Hotel Silêncio, são muito curtos, desta feita sem recurso a numeração, mas a um larguíssimo conjunto de motes, peq...