A SOCIEDADE DO CANSAÇO, de BYUNG CHUL-HAN
Da sociedade do cansaço “O lamento do indivíduo depressivo, «Nada é possível», somente pode manifestar-se no interior de uma sociedade que acredita que «Nada é impossível” ( A sociedade do cansaço , p.31). A frase de Byung-Chul Han ilustra, na perfeição aquele é, no entender do filósofo de origem coreana e Professor de Filosofia em Karlsruhe, o traço predominante do nosso tempo, a Ocidente: a existência de uma sociedade do rendimento que outorga um terrível poder ao indivíduo: o de se potenciar até ao ilimitado (inculcando-lhe, precisamente, a ideia da inexistência de limite a que pode aceder), o de se (auto) explorar até ao tutano, o de conseguir sempre mais, melhor, o de ter sucesso e ser responsável, solitário responsável, por ele, carrasco e verdugo em um só, hiperactivo e neurótico (se aquém da exigência, melhor, dos resultados que a si coloca como objectivo). Uma sociedade do idêntico , da positividade , sem o pólo da negatividade que marcou a sociedade disciplinar , ...