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VILAREALENSES PELO MUNDO: DO OFÍCIO DA CIÊNCIA POLÍTICA E RELAÇÕES INTERNACIONAIS

  Ah, com esse talento (!) que desperdício não ir para Direito, já que fez Humanidades …. Trilíngue, visitante do Scala e apreciadora de um bom canoli, amante de Elena Ferrante, Murakami, Izaguro ou Saramago, cidadã do mundo, futura diplomata, Sofia Lopes habituou-se a responder com a boa disposição de quem está apaixonada pelo curso e pela vida à conservadora proposta de sentido único para os ditos bem-sucedidos que vêem de Letras no Secundário. É interessantíssimo, regra geral, o que estuda em Ciência Política e Relações Internacionais , discute ao café entre amig@s o que, ao mesmo tempo, é seu objecto de investigação (académica), e não aguentaria, diariamente, cozinhar, passar, colocar a roupa na máquina, voltar aos livros, artigos, apontamentos coligidos de manhã e de tarde na faculdade se o que estudasse fosse um incomensurável aborrecimento (aos ombros). Na pesquisa prévia à definitiva escolha pelo que cursar no Ensino Superior encontrou o currículo que melhor casava com ...

A CORAGEM DE VER ATÉ AO FIM (DAVID SATTER)

  A CORAGEM DE OLHAR ATÉ AO FIM 1.Em “ Quanto menos soubermos, melhor dormimos ” ( Zigurate , 2022; originalmente publicado pela Yale University Press , em 2016), o historiador e jornalista David Satter – correspondente em Moscovo, para o ‘Finantial Times’, em diferentes décadas; nos anos de 1976-1982; entre 1990-2013, sendo expulso duas vezes do país – escreve que foi a entourage de Boris Ieltsin e de Vladimir Putin quem ordenou, em 1999, em conjugação com o FSB ( serviços secretos ), os ataques aos bairros residenciais de Moscovo , Buinaksk e Volgodonsk (4 prédios de apartamentos explodiram entre 4 e 16 de Setembro), dos quais resultaram várias centenas de mortos, no intuito de os atribuir, como veio a fazer, a terroristas tchetchenos e, desse modo, poder justificar e avançar, como também ocorreu, para a segunda guerra na Tchéchénia (a primeira acontecera cerca de 5 anos antes). Com índices de popularidade nos mínimos, com medo de perder as eleições presidenciais de junh...