'A ESCOLA DA ALMA', DE JOSEP MARIA ESQUIROL
A escola da alma , de Josep Maria Esquirol Rente ao chão, com palavras lhanas e simples, mas vivíssimas, próxima, nada retórica, compassiva mas exigente, sem sistemas totalizantes (desconfiguradores do humano) como horizonte, apenas um pouco de filosofia e de teologia e basta, suave e firme, aforística e poética, cálida, uma voz resiste ao desencantamento do mundo . Se por desencantamento do mundo entendermos, aqui e sem a preocupação de uma fidelidade absoluta ao uso original daquela expressão em Max Weber , um niilismo , como última palavra ocidental, enquanto expressão de quem não acredita em nada e que entende que nada vale a pena – o que fará com que, assim e por consequência, nada se erga, nada se faça, nada permaneça. Josep Maria Esquirol , premiado filósofo da Universidade de Barcelona, perseguindo a claridade e a clareza, observa sem adversativas (em A escola da alma , Paulinas, 2024): “ a crise cultural é uma questão de fé ” (ou, diríamos, de certa crise de fé, de co...