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O MESTRE QUE ESCOLHEU OS DISCÍPULOS E A ARGAMASSA DE FULIGEM PARA PINTAR OS PAPIROS (E ASSIM AS CARTAS DE PAULO)

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  O MESTRE QUE ESCOLHEU OS DISCÍPULOS E A ARGAMASSA DE FULIGEM PARA PINTAR OS PAPIROS (E ASSIM AS CARTAS DE PAULO) 1. Para a escritora Lídia Jorge , o principal legado que a catequese , e a Igreja de Boliqueime , lhe trouxeram foi ter passado a ter a noção de que nunca está sozinha . Uma questão “muito substantiva, central na minha vida foi [procurar saber] quem é Cristo? ”, uma inquietação que continua ainda hoje . Recuando à sua infância, no diálogo com o bispo D. Alexandre Palma , nas I Jornadas da Associação Bíblica Portuguesa , que ocorreram a 7-8 de Novembro último, em Lisboa, no Centro Cultural Brotéria , recordou, nomeadamente, que “ a missa do galo era alguma coisa fundamental, central na vida [pessoal/comunitária]. As velas [por exemplo] eram impressionantes para uma criança ”. Teve, no decorrer da sua meninice, a ideia de roubar, do templo que frequentava, o menino Jesus para que ele não viesse a ser o Cristo crucificado . Ainda hoje se interroga nestes termos: “por ...

GIANFRANCO RAVASI

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  GIANFRANCO RAVASI   La Vanguardia :  Se eu lhe dissesse que sou ateu ... Cardeal Gianfranco Ravasi : Melhor do que ser indiferente! La Vanguardia : É mesmo assim? Cardeal Gianfranco Ravasi : O ateu é um crente, ele tem fé: ele acredita. La Vanguardia :  Ele acredita que Deus não existe . Cardeal Gianfranco Ravasi : Isso é fé! Nietzsche e Marx estão mais próximos de mim do que uma pessoa indiferente. La Vanguardia :  E o que há de errado com a indiferença? Cardeal Gianfranco Ravasi : A indiferença é a névoa da banalidade. Cristo foi morto porque suas palavras tiveram impacto. Hoje, a polícia apenas lhe pediria os documentos. La Vanguardia :  Bem, eu vejo isso como progresso... Cardeal Gianfranco Ravasi : Eu detesto "verdades" passageiras. La Vanguardia :  A visão de Deus não evolui? Cardeal Gianfranco Ravasi : Verdade: o Deus bíblico é um Deus histórico e evolui dos lamentos do Antigo Testamento para o amor do Evangelho. La...

A 'RELIGIÃO HEAVY METAL', SEGUNDO HARMUT ROSA

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Grande fã de heavy metal , Harmut Rosa escreve um livro que é uma autointerpretação a partir do ponto de vista e da experiência do aficionado (daquele género musical), sem nunca abandonar, também, o aparato sociológico que o conforma e com que interpreta a realidade: quem são – proveniência social , engajamento político , gerações predominantes , género mais presente, escolaridade , geografias em que se ancoram – aqueles que participam das peregrinações aos concertos, aos álbuns e a toda uma parafernália de signos concomitantes, onde ressoam o que musicólogos diriam ser “ ruído primitivo ”. Fá-lo, aliás, em diálogo com estes últimos, nomeadamente com o compositor clássico e teórico musical Martin Pfleiderer e com o também académico e músico Jorn Arnecke , a quem agradece os esclarecimentos, sugestões e debates acerca da estética musical , no ocaso do seu escrito (composto, este, como se fosse um álbum com diferentes temas - capítulos ). A tese fundamental de Cantam os anjos,...