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DE REGRESSO À UNIVERSIDADE

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1.Eça de Queiroz entrou para Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra em 1861, após o exame de admissão , no qual o domínio do francês pareceu requisito único, evocado, assim, pelo próprio, em O Francesismo : “E foi tudo óptimo, recitei o meu Racine , tão nobremente como se Luís XIV fosse lente, apanhei o meu nemine e, à tarde, uma tarde quente de Agosto, comi com delícia a minha travessa de arroz-doce na estalagem do Paço do Conde”. Ao futuro bacharel seria atribuído o número 124, o que significava que se sentaria nos bancos de trás durante as aulas: “ ali, mais do que se seguir as aulas, jogavam-se as cartas, conversava-se, liam-se os jornais. O Direito pouco o interessava, os lentes menos ainda ” ( Maria Filomena Mónica , A Universidade , Relógio d’Água , 2026, p.36). Tímido, leitor compulsivo (“ devorou, numa sofreguidão confusa , Balzac , Nerval , Hugo , Proudhon , Heine ”), vagamente místico até então, metido a casa, Eça faria poucos amigos nos primeiros anos de facul...

HOJE, NO 'FOLHA DE SÃO PAULO'

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'ANATOMIA DO ESTADO DO MUNDO'

  Nicole Gnesotto [NG] : Mas a verdadeira surpresa foi a aliança entre Donald Trump e os multimilionários da tecnologia que estavam por detrás dele, e que eram praticamente todos . É isso que distingue esta eleição da primeira, em 2016. Quando foi eleito pela primeira vez, Trump era um homem quase só, eleito quase por acaso. Da segunda vez, tratou-se de algo bem pensado, preparado desde há muito por toda uma série de ideólogos , é um conjunto muito heterogéneo , mas todos estão convencidos de que a democracia já não corresponde aos seus interesses . São essas pessoas que, a meu ver, estão por detrás da vitória de Trump. Manuel Maria Carrilho [MMC] : Todos eles acusam a democracia de ser um “empecilho” à liberdade, eles concebem a liberdade e a democracia como incompatíveis , Peter Thiel afirma-o há muito, claramente. NG : É isso, Peter Thiel afirmou: “ Não acredito que a liberdade e a democracia sejam compatíveis .” (…). Existia nos Estados Unidos um forte movimento contrarr...

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E ECONOMIA

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  Esta tarde, na Casa de Mateus , pelo ciclo “ Diálogos sobre cultura e sociedade ”, Arlindo Oliveira , presidente do INESC , e Óscar Afonso , diretor da Faculdade de Economia do Porto , apresentaram e debateram com Pedro Magalhães , Miguel Brito , João Barroso e Fontaínhas Fernandes , moderados por António Cunha , os livros “A inteligência artificial generativa” e “Economia, Inovação e Inteligência Artificial” que os dois autores publicaram na FFMS . Algumas das ideias deixadas na sessão de hoje:   [ Óscar Afonso ] - O facto de o padrão de especialização da economia portuguesa assentar, em uma parte substancial, no turismo não permite que a Inteligência Artificial alavanque o crescimento da mesma forma (com a mesma intensidade e ganhos de produtividade) do que sucede em países do Leste da Europa, nos quais o padrão de especialização assenta na indústria transformadora; - Desde 2019 (até ao presente), a média do crescimento económico português foi de 1,8% ao ano, se...