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A CIÊNCIA POLÍTICA NÃO EXPLICA TRUMP: A PERPLEXIDADE DE ADAM PRZEWORSKI

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  A Ciência Política não explica Trump . A perplexidade de Adam Przeworski Há um desafio epistemológico que deixa o decano de Ciência Política aterrado : e se os instrumentos – as estatísticas , os inquéritos , os questionários , toda a sorte de estudos coligidos durante décadas – a que a sua disciplina se ateve (até ao presente) se mostra(re)m incapazes / insuficientes de/para rastrear o significado derradeiro do que politicamente está em causa num país como os EUA ? Estupefacto com o que quotidianamente observa e regista nos seus Diários (Fevereiro-Julho de 2025) acerca da (degradação da) vida política/democrática durante o (segundo) mandato Trump , o autor/ cientista duvida mesmo, agora, da teorização (própria) sobre as condições de existência e permanência de uma democracia , teses que elaborou, paciente e diligentemente, ao longo de um robusto trabalho académico. As conclusões extraídas, durante esse processo e labor, partindo de um pensamento indutivo são, actu...

DIAS SEGUINTES

  DIAS SEGUINTES Vicente Valentim , investigador de Ciência Política na Universidade de Oxford , hoje, em entrevista à " Sábado " diz que " a razão principal que explica a explosão da direita radical não é o voto de protesto ": Para este investigador, é a "normalização" da extrema direita que explica a explosão de votos nela : " Havia pessoas que já tinham ideias de direita radical, mas que sentiam que não era bem-visto expressá-las e que agora se sentem confortáveis ". Sem ter soluções mágicas para travar a extrema-direita, o cientista político tem como claro aquilo que não funciona: "uma aproximação do centro-direita à direita radical. (...) O estudo mais abrangente que conheço mostra que não funciona para tirar votos à direita radical, nem para aumentar as forças do centro-direita. (...) No que toca à erosão das normas democráticas e ao que põe as pessoas mais à vontade para terem comportamentos xenófobos (...) Normaliza ainda mais [a ex...

VILAREALENSES PELO MUNDO: DO OFÍCIO DA CIÊNCIA POLÍTICA E RELAÇÕES INTERNACIONAIS

  Ah, com esse talento (!) que desperdício não ir para Direito, já que fez Humanidades …. Trilíngue, visitante do Scala e apreciadora de um bom canoli, amante de Elena Ferrante, Murakami, Izaguro ou Saramago, cidadã do mundo, futura diplomata, Sofia Lopes habituou-se a responder com a boa disposição de quem está apaixonada pelo curso e pela vida à conservadora proposta de sentido único para os ditos bem-sucedidos que vêem de Letras no Secundário. É interessantíssimo, regra geral, o que estuda em Ciência Política e Relações Internacionais , discute ao café entre amig@s o que, ao mesmo tempo, é seu objecto de investigação (académica), e não aguentaria, diariamente, cozinhar, passar, colocar a roupa na máquina, voltar aos livros, artigos, apontamentos coligidos de manhã e de tarde na faculdade se o que estudasse fosse um incomensurável aborrecimento (aos ombros). Na pesquisa prévia à definitiva escolha pelo que cursar no Ensino Superior encontrou o currículo que melhor casava com ...