DA POLÍTICA, NA TERCEIRA DÉCADA DO SÉCULO XXI
1. Seja pelo natural cepticismo que reiteradas afirmações do absoluto ineditismo e do extraordinário que, alegadamente, recobririam cada momento de nossa época (o “nunca visto”, o “maior de sempre”, o “inultrapassável” tomados, não raro, enquanto manifestações de um trivial propagandear, ou de um narcisismo larvar), seja porque, incrustados, naturalmente, no preenchido e acelerado quotidiano da terceira década do século XXI possa ser difícil, senão impossível, ganhar distanciamento bastante face à mesma para poder apreendê-la na sua globalidade, talvez não nos tenhamos dado exatamente na conta de que vivemos em uma época «revolucionária», inclusive “ uma das épocas mais revolucionárias ” de que temos notícia (normalmente, só mais tarde assim consciencializada/enquadrada e vertida nos manuais de História, e não imediatamente notada, e anotada, enquanto tal. Uma dessas épocas que evocamos quando falamos em “Revolução Industrial”, ou “Revolução Francesa”, por exemplo). Em realidade, est...