MEMÓRIA DE UM FIM DE SEMANA DE ALEGRIA: O 'ÁTRIO DOS GENTIOS', BRAGA-GUIMARÃES, 2012
*Foi Ana Luísa Amaral - uma "não-crente" à procura de Deus, cujo enigma em que se encontra faz 'inveja' ao crente Tolentino de Mendonça , no testemunho do próprio, pois que a fé pode instalar/confortar e Deus ser um ídolo, quando a fé, justamente, deve ser "uma máquina de produzir inquietação" , um estado de espírito que quem está em demanda torna vigília constante que, às vezes, ao crente, apropriador do inapropriável , falta - quem o disse, no diálogo moderado por Anabela Mota Ribeiro , e que a meu ver resulta bem como síntese destes dois magníficos dias do Minho, de Guimarães e de Braga, dias do Átrio , do mundo: o tempo presente reclama, paradoxalmente, a cada um, uma exigência de uma "ética de alegria" que seja resistência ao opróbrio da banalização quotidiana . Uma alegria que não seja oca, tonta, bacoca, dá, certamente, muito trabalho e é a ele que nos temos de abalar. Narrar a v...