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O CAMPO É FINITO - E COM ELE UMA CIVILIZAÇÃO. ARTUR VAZ, EM "A ALMA TAMBÉM MORRE"

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  O campo é finito – e com ele uma civilização . Artur Vaz interroga o que somos depois do mundo rural, em “A alma também morre” ( Âncora , 2025) 1. Se o debate sobre o fim do campo , no dizer de Rui Laje [1] - contrariamente, por exemplo, a uma mais demorada revisitação do colonialismo português, emergente nos últimos anos, no nosso espaço público -, não conhecerá demasiados cultores entre nós, Artur Vaz , com o romance memorialístico “ A alma também morre ” ( Âncora , 2025), toma parte na necessária conversação pública no dissecar de uma herança que não deixa de ser, em simultâneo e não menos importante, uma ponderação do que somos e do que queremos ser (enquanto portugueses necessariamente urbanos – ou semiurbanos [2] ). Não é, apenas, de pretérito que aqui se cuida. 2. Autor de um conjunto de obras tendo por motivos o Alto Douro Vinhateiro e, em especial, o concelho de Santa Marta de Penaguião (que habita e de que foi edil), Artur Vaz revisita, desta feita, o Nordeste transm...