DISCERNIMENTO
“SE SE CONCEDESSE AOS
ESTADOS O DIREITO À GUERRA PREVENTIVA SEGUNDO OS SEUS PRÓPRIOS CRITÉRIOS E SEM
UM MARCO JURÍDICO SUPRANACIONAL, O MUNDO INTEIRO CORRERIA O RISCO DE ESTAR EM
CHAMAS.
As aspirações dos povos
devem ser levadas em consideração e garantidas dentro de um quadro jurídico de
uma sociedade que assegura a todos a liberdade e a expressão pública de suas
ideias, e isso também se aplica ao querido povo iraniano. Ao mesmo tempo, podemos
nos perguntar se realmente se acredita que a solução possa vir através do
lançamento de mísseis e bombas.
Refiro-me ao fato de haver
casos em que a Comunidade internacional se indigna e toma medidas, e casos em
que não o faz, ou o faz muito menos, dando a impressão de que há violações do
direito que devem ser punidas e outras que devem ser toleradas, vítimas civis
que devem ser deploradas e outras que devem ser consideradas "danos
colaterais". Não há mortes de primeira e segunda classe, nem há pessoas
que tenham um direito maior de viver do que outras simplesmente por terem
nascido num continente em vez de outro ou num determinado país. Gostaria de
sublinhar a importância do direito internacional humanitário, cujo respeito não
pode depender das circunstâncias ou de interesses militares e estratégicos. A
Santa Sé reitera com veemência a sua condenação de toda forma de envolvimento
de civis e estruturas civis, como residências, escolas, hospitais e locais de
culto, em operações militares, e pede para que o princípio da inviolabilidade
da dignidade humana e da sacralidade da vida seja sempre protegido.”
Cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado do Vaticano, hoje, em
entrevista aos media do Vaticano.
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