BREVE NOTA SOBRE AS ELEIÇÕES EUROPEIAS
BREVE NOTA SOBRE AS ELEIÇÕES PARA O PARLAMENTO EUROPEU
1.Se a democracia só existe no interior de um Estado, ou a UE passa a Estado, ou a democracia, tal como a conhecemos, conhece uma mutação, ou, então, o défice democrático no interior da União continua a ser uma questão. A anotação é de Nuno Sampaio (“Eleições na União Europeia”, FFMS, 2019). Segundo o autor, as eleições europeias, para se usar o jargão da ciência política, são, ainda, vistas, como «eleições nacionais de segunda ordem»; não existe uma esfera pública europeia, mas um conjunto de esferas públicas (nacionais) paralelas; entende que uma democracia transnacional global - pese a dimensão liberal ínsita na dimensão de igualdade entre todos os homens - permanece uma utopia dificilmente concretizável; observa que, embora os Tratados da UE falem, eles mesmos, de democracia como requisito de adesão de um país à UE, tem-se assistido a tensões com a emergência de «democracias iliberais», com sucessivas advertências a governos como os polaco, húngaro e romeno.
"A questão aqui
levantada não é saber se os Estados europeus se devem associar, como o têm
conseguido em diversas fases. O problema é, nessa associação constituída, se a
democracia deve funcionar ou pelos elos de legitimidade dos diversos Estados-membros,
ou pelos canais diretos de legitimação democrática de uma comunidade política
supranacional, ou por equilíbrios delicados entre uns e outros" (p.19)
A UE apresenta-se como
entidade política híbrida, uma união de democracias que evoluiu desde a sua
fundação quer no seu enquadramento geográfico, quer institucional e jurídico.
Em especial, permaneceu uma tensão, equilíbrio e complementaridade entre as
dimensões intergovernamentais e supranacionais do seu ordenamento político e
institucional.
Em Portugal, elegemos 21 deputados para o Parlamento Europeu. Apesar do aumento dos poderes do Parlamento Europeu, a taxa de participação das populações tem vindo a decrescer.
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