K., N'O PROCESSO, DE KAFKA, ESTAVA INOCENTE?
K., n'O Processo, de Kafka, estava inocente?
Lendo a biografia de Kafka, de Max Brod:
"A afirmação, repetida em tantos comentários (também aparece na malograda dramatização de Gide), de que K., n'O Processo, estava inocente é errada. Kafka aborda, nas suas nuances mais delicadas, o facto de K. não amar, nunca ter amado, nem a menina B, nem a sua mãe, de não estar ligado à sua profissão por outro motivo que não fosse a rotina e a correcção. Esta é a sua culpa, da qual ele não tem consciência absoluta e que, apesar disso, o tortura. Uma culpa comum a toda a humanidade e é por causa dela que a sua consciência o julga" (Relógio D'Água, 2024, p.171)
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