DO INESGOTÁVEL E NECESSÁRIO QUESTIONAMENTO DEMOCRÁTICO
Do inesgotável e necessário questionamento democrático 1.Enquanto a participação eleitoral e a história, prestígio/reconhecimento das instituições democráticas, em diferentes países da Europa Central e de Leste, incluindo a Ucrânia, não foram, na última década e meia, demasiado robustos (em muitas ocasiões, a ida às urnas não chegou aos 50% dos inscritos), diferentemente, a democracia informal , a força, resistência, solidariedade dos/entre os cidadãos fez sentir-se, em múltiplas ocasiões, nos mesmos lugares, com enorme intensidade (da recusa de eleições fraudulentas à rejeição de uma invasão, no caso ucraniano). Como observa Colin Crouch , autor de “Pós-Democracia” (2001), professor da Universidade de Warwick (Inglaterra), sociólogo e cientista, evidenciando uma tendência que se observa nas mais variadas geografias, e muito especialmente entre as populações mais jovens, “há uma grande tentação para virar costas ao mundo saturado dos partidos e das eleições e optar pe...